Muitos estão acostumados com a ideia de que as únicas formas de violentar alguém é de forma física ou verbal. Porém, há um meio que muitos sofrem e não percebem-se como vítimas: a violência simbólica. Desta forma, explicaremos e mostraremos como a juventude pode sofrer com essa hostilidade.
O conceito de violência simbólica, elaborado por Pierre Bourdieu, trata-se de uma imposição de um dominante sobre outro, seja de forma cultural, simbólica, política, econômica, dentre outros.
Surge por meio de um sistema simbólico e esse, por sua vez, é um resultado social. Na violência simbólica, a imposição é "legítima" e dissimulada. O oprimido não se percebe como vítima deste processo, considera a situação natural e inevitável, não se opondo ao seu opressor (a exemplo do famoso bullying, ilustração acima). Desta forma, na juventude podemos perceber que a violência simbólica também está presente, de modo que pode haver a imposição de outros no ambiente escolar.
O objetivo da escola é formar cidadão conscientes de seus direitos e deveres, porém acaba formando jovens que legitimam a violência simbólica provocada pela classe dominante, ao invés de perceber que está sendo uma vítima. Isso ocorre pela ausência dos pais, que deixam seus filhos desde pequenos no ambiente escolar, e as crianças acostumam-se com a situação.
A educação está diretamente ligada a um futuro com uma sociedade que pode ou não praticar a violência simbólica, podendo criar jovens que aprendem desde pequenos a deixar de aceitar de forma passional e agir frente à imposição.
Portanto, a escola pode construir uma sociedade cada vez mais livre e igualitária, de forma que cumpra sua função de formar cidadãos preparados para superar o determinismo social e cultural do processo de violência simbólica.
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| Outros exemplos de violência simbólica: xenofobia e cyberbullying. |
~ Vitória Cavalheiro

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