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sábado, 15 de agosto de 2015

Violência contra a mulher

     Muitas vezes o motivo para que haja a violência contra a mulher é o fato da desigualdade existente entre a forças nas relações de poder. Ela afeta negativamente o bem-estar geral das mulheres e as impede de participar plenamente na sociedade. Além de afetar a mulher, as agressões podem afetar as famílias da agredida e a sociedade em geral. Acima de tudo, as agressões causam altos custos financeiros, como na saúde. 
     De acordo com a PNAD/IBEGE, em 2009, 48% das mulheres agredidas declaram que a violência aconteceu em sua própria residência. E 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos (aponta pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular (nov/2014). 56% dos homens admitem que já cometeram alguma dessas formas de agressão: xingou, empurrou, agrediu com palavras, deu tapa, deu soco, impediu de sair de casa, obrigou a fazer sexo. 
     Normalmente, as mulheres sofrem agressões de pessoas com as quais possuem um convívio afetivo, como por exemplo namorados, maridos, ex-maridos/ex-namorados, relata a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). 
     Hoje existem diversas leis que “protegem” as mulheres das violência. Uma delas é a Lei Maria da Penha, que diz: 
     Art. 1o:  Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 
     Art. 2o:   Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social. '
    Art. 3o:  Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. 
          § 1o:  O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 
          § 2o:  Cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados no caput. 
     Art. 4o:  Na interpretação desta Lei, serão considerados os fins sociais a que ela se destina e, especialmente, as condições peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.      Outro artifício que ajuda nessa questão é a ONU Mulheres. Ela vai promover a utilização das Tecnologias de Informação para aumentar o acesso à informação sobre direitos e serviços, bem como a aplicação de uma metodologia para medir a tolerância institucional ao sexismo e racismo nas instituições que fazem parte da rede de prestadores de serviços. 
     Além disso, esse programa  pretende desenvolver um modelo de serviços que são culturalmente apropriados para mulheres e meninas indígenas, com base nas experiências de outros países da região.

~ Mariana Salles

Violência entre os jovens

     Vivemos em uma sociedade que apresenta inúmeras falhas, sendo que uma das piores é a violência. Homicídios, roubos, latrocínios estão se tornando cada vez mais comuns. A mídia está saturada desses casos, chegando a um ponto onde notícias que relatam sobre crimes hediondos não chocam mais o público. 
     Toda a população é abalada pela violência, porém, nas ultimas décadas, acabou afetando e influenciando uma das partes mais frágeis da sociedade, os jovens. Você já ouviu falar sobre casos de adolescentes matando familiares ou espancando colegas de sala? Claro que sim, dezenas de casos como esses são reportados todos os meses. 
     A juventude, que deveria ser uma época de estudos, amadurecimento, fortalecimento de relações sociais e de caráter, passou a se tornar uma época de impulsos agressivos, violência e de inserção a uma vida criminal e descontrolada. Tornando menores de idade tão perigosos quanto criminosos.
     Devemos lembrar que a violência entre jovens é um reflexo da sociedade em que vivemos, uma vez que a criação de um adolescente pode variar radicalmente dependendo do meio em que este se encontra. Caso o jovem se encontre em um meio onde a violência é banalizada apesar de ser um problema de largas proporções, este fará o mesmo. 
     Todas as atitudes dos menores de idade são puramente baseadas em exemplos familiares ou sociais. Por esse motivo, a violência entre jovens não é só um problema, mas um produto dos erros de nossa sociedade. 
     E caso essa situação não se resolva, geraremos um ciclo vicioso, onde teremos jovens violentos, que se tornarão péssimas pessoas, gerarão uma sociedade problemática, que por sua vez gerará mais adolescentes violentos. 
     Portanto, devemos considerar que a violência entre jovens é um problema fruto de uma sociedade corrompida e deficiente, onde a criminalidade, a violência e a corrupção reinam, sendo totalmente banalizadas pela mídia e pela própria população. Desenvolvendo nas novas gerações ideias perturbadas sobre o que é certo e o que é errado, somado ao descontrole e a pouca consciência sobre os atos e consequências.

~ Thomas Lee

A banalização da violência: um breve relato

     Antigamente a violência era uma algo mais difícil de acontecer, porém hoje em dia assaltos, assassinatos e roubos são algo cada vez mais comum e muitas vezes são ignorados por parte da população. Constantemente acabamos por tratar a violência como algo normal e sem importância (mesmo estando ao nosso redor na sociedade de hoje em dia), e uma das principais razões seria devido à sua constante aparição nos dias de hoje para qualquer parte da população. Um exemplo seria os filmes e jogos que ocupam cada vez mais o mercado, onde a violência está geralmente presente e não há nada que mostre ao público o quão errado são essa ações. 
     Com isso, as pessoas acabam tratando a morte como se não fosse nada de especial devido a esta constante exposição. Outra razão importante é a falta de perspectiva de uma vida melhor para os jovens de áreas mais pobres, onde além da influência da mídia há também a influência das pessoas presentes (não que não haja esse tipo de influência em outras áreas das cidades), o que muitas vezes pode levar um jovem a ver a violência como algo banal ou, ainda pior, vê-la como uma forma de melhorar sua vida e acabar por seguir o mesmo caminho.

~ João Guilherme Cordeiro

Violência na mídia

     Desde tempos antigos, a classe social ''dominante'' tem usado a tragédia humana como uma forma de ''espetáculo'', visto que a mesma, de alguma forma, atrai o interesse do público. O que resulta, no final, em mais audiência para a mídia. 
     Seria a exploração da mídia pela violência apenas uma forma da mesma de saciar o público pela sua busca, mesmo que estranha, pelo trágico? 
     Para alguns, há sim um grande efeito causado pela propagação da violência na mídia, já para outros é inadequado culpar a mídia por isso, visto que isso seria apenas um modo de desviar a atenção do motivo real do problema. 
     É fato que a mídia, desde que foi criada pelo homem, é um recurso muito importante para a sociedade. É dever de seu próprio criador controlar o que deve ou não ser exibido na mesma e de forma inteligente conseguir estender o debate até que se ''viabilize um final feliz para esse filme cujo papel principal cabe à própria sociedade.'' 
     Mas não depende apenas da mídia fazer o seu papel de ''divulgação'' da violência, visto que o modo de interpretar da própria população sobre o assunto também possa divergir muito o que está se passando na TV, por exemplo. Em 2002, foi realizado um teste pela revista americana ''Science'' sobre os efeitos da exposição diária de adolescentes e adultos jovens às cenas de violência na TV. Depois de criteriosa avaliação estatística, os pesquisadores concluíram que, independentemente de fatores de risco, a exposição do indivíduo de 14 anos à televisão, por si só, está significativamente associada à prática de assaltos e outros atos violentos posteriormente ao atingir a faixa etária dos 16 a 22 anos.          
     Por fim, podemos concluir que a discussão do papel da mídia e da própria população quanto a questão de violência se faz muito necessária principalmente nos dias atuais onde sua influência é muito grande. 
     É necessário que os donos das empresas de comunicação entendam que possuem domínio sobre uma emissão pública, e que devem usa-lá, mas não abusar da mesma, pois se trata de um instrumento de interesse do estado para informação, entretenimento e formação, porém deve respeitar os princípios éticos e morais da população.

~ Vitor Hugo Carvalho

"Em três anos, violência urbana mata mais de 120 jovens em Rio Preto, SP"

http://g1.globo.com/
     Pegando o gancho da Globo, cá está uma reportagem muitíssimo concernente com o tema.

     "Um estudo do centro latino-americano mostra que a violência envolvendo jovens cresceu mais de 200% nas últimas três décadas no país. Foram computados casos de mortes por homicídio e no trânsito. No noroeste paulista, as autoridades afirmam que os crimes estão controlados, mas para as famílias das vítimas, muita coisa ainda precisa ser feita para que a população se sinta segura. 
     No Brasil, a morte de jovens por homicídio e acidente cresceu quase 210% nos últimos 30 anos. As estatísticas fazem parte do Mapa da Violência, divulgado pelo Centro de Estudos Latino-americanos. 
     Apesar de em São José do Rio Preto (SP), o número de mortes ter diminuído, as estatísticas não deixam de ser preocupantes. O levantamento feito entre 2009 e 2011 mostra que durante esse período: 45 jovens foram assassinados e 83 morreram no trânsito. 
     O tenente da Polícia Militar Ederson Pinha explica porque, pessoas de 18 a 30 anos estão entre as principais vítimas. “Hoje o jovem com 18 anos já tem a carteira de habilitação e tem um veículo, além da motocicleta, que cresce com os jovens. Tem também a questão da imaturidade e inexperiência ao volante. Quando o jovem percebe que não tem essa maturidade, ele já se envolveu no acidente”, afirma o tenente.
     Tão preocupante quanto as mortes de jovens no trânsito é o número de acidentes provocados por eles. A imprudência, o consumo de álcool e o excesso de velocidade têm transformado veículos em verdadeiras armas nas mãos de alguns motoristas.
     Na região, nos últimos anos, foram registrados vários exemplos de irresponsabilidade ao volante. O mais recente deles foi no começo do mês, na Rodovia Assis Chateaubriand em Rio Preto. Uma menina de 9 anos morreu vítima de um acidente, o jovem que provocou a batida estava bêbado. Ele bateu na traseira do carro onde viajava a criança e a família dela. O veículo perdeu o controle e capotou. É justamente esse tipo de comportamento que as campanhas de prevenção tentam modificar. “Nós temos desenvolvido um trabalho com jovens do ensino médio em sala de aula, dando a educação ao trânsito. Com isso a gente tem um ensino mais próximo e mais profundo com o jovem”, diz Antonia Silva, presidente da Apatru.
     Para o sociólogo Luciano Alvarenga, o aumento de crimes e dos acidentes de trânsito está relacionado à impunidade. “À medida que a polícia e a justiça não investigam, não condenam e não há punição, se cria o sentido de que tudo é possível. Se investirmos na capacidade das pessoas, você terá melhor resultados”, afirma".

Reflexão acerca da violência urbana


     As transformações urbanas, de alguma forma, contribuem para a constituição do cenário da violência urbana. Essas transformações concretizam as cidades como centros de consumo, espaço de imposição de uma ideologia de felicidade graças ao consumo, e ao urbanismo adaptado à centralização dos meios de poder, como a informação, formação, organização, operação e persuasão na vida de alguns jovens. 
     No Brasil, a violência tem feito milhares de vítimas. A violência urbana tem ocasionado a morte de milhares de jovens no Brasil, e é o principal fator de mortandade dessa faixa etária. A criminalidade não é um “privilégio” exclusivo dos grandes centros urbanos do país, entretanto, o seu crescimento é largamente maior do que em cidades menores. Desde que nascemos, mantemos uma relação com o outro, e esta, embora necessária, é caracterizada por conflitos. A falta de alteridade, ou seja, não se colocar no lugar do outro, abre caminho para que as pessoas ajam como queiram, já que não se vêem como possíveis vítimas de um ato violento. Então, não podemos deixar que a violência se torne algo comum, sem importância!

~ Wagner Caldas Júnior

Introdução à violência urbana

      A violência urbana é o emprego da violência no ambiente urbano, como o nome já diz, e desrespeita a lei local da cidade/país em questão, podendo ser ocasionada por fatores como a marginalização, pobreza, dependência de drogas, dentre outros.
      A violência apresenta-­se de forma mais frequente nos meios urbanos. Portanto, as ciências sociais têm se encarregado de tentar compreender melhor este fenômeno e contribuir na luta pela diminuição da incidência da violência urbana. O desafio está na complexidade das relações do meio urbano e das infinitas motivações para a violência que, como dito antes, pode vir do contato entre indivíduos ou mesmo ser institucionalizada.
     Dentre os fatores que motivam a violência no meio urbano, alguns se destacam pelo grau de influência que exercem sobre a vida cotidiana do indivíduo social. Entre elas estão a pobreza, a segregação étnica ou o racismo, o nível de criminalidade e a insegurança, que não se resume apenas na estruturação ou na existência da segurança pública apoiada nos órgãos de policiamento, mas tem mais relação com a situação de não seguridade do bem­-estar próprio daqueles que não possuem meios para isso.

~ Fernando Krik